Crochet


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   Quem havia de dizer…eu que não gostava nada de farpas derrepente apaixonei-me por esta arte…Aqui vai um pouco da história desta maravilhosa Arte:
Difícil estabelecer uma cronologia para o ‘advento’ do crochê. O nome desta arte é derivado da palavra francesa “crochet”, e significa gancho (croc). Alguns acreditam que o crochê se originou na Arábia e se espalhou para o leste chegando até o Tibete, seguindo também para o oeste em direção à Espanha, por conta das rotas comerciais dos países árabes rumo aos países do Mediterrâneo.
Há também a teoria de que teria se originado na América do Sul onde uma tribo primitiva usava adornos de crochê em rituais de passagem para puberdade.
A China também aparece como um dos prováveis locais de ‘origem’ do crochê já que foram descobertas em sítios arqueológicos bonecas tecidas de maneira muito parecidas com o crochê que conhecemos hoje.
Enfim, não há nenhuma evidência concreta da origem ou idade desta arte.
Segundo uma especialista em crochê, a norte americana Annie Potter, o crochê como conhecemos hoje é uma variação de um tipo de ‘bordado ou renda’ chamado Tambour , uma renda feita por uma rede fina (tipo tule) esticada num bastidor.
Durante o século 16 este tipo de trabalho começou a ser difundido na França por freiras e professoras de artes, que ensinam a fazer esta renda delicada.
Durante o Renascimento, o crochê foi considerado um passatempo das classes sociais abastadas. Mulheres se reuniam para crochetar peças luxuosas que imitavam renda Tambour para serem usadas como adornos de roupas ou na decoração.
Aos pobres restava fazer tricô como forma de gerar renda ou para seu próprio consumo, meias por exemplo.
As primeiras receitas ou representações gráficas publicadas datam de 1824 e aparecem numa revista holandesa chamada Penelope.
Em 1842, Eleanor Riego de la Branchardiere começou a publicar na Inglaterra receitas e gráficos complexos para crochê que se assemelhavam à renda de bilro e a outras rendas com agulhas.
A origem do Crochê Irlandês.
Durante a Grande Fome Irlandesa que dizimou a população entre 1845-1849, as freiras Ursulinas começaram a ensinar mulheres e crianças como fazer renda, com delicadíssimos fios de linho e algodão, como forma de geração de renda e minimizar o sofrimento da fome. Os trabalhos primorosos e de grande valor artístico eram vendidos para o continente europeu e para a América. Assim, nasceu o estilo primoroso do crochê, conhecido hoje como irlandês ou renda irlandesa.
A indústria artesanal em todo o mundo começou a se desenvolver em torno do crochê, especialmente na Irlanda e na França porque rendas como a irlandesa e a renda de bilro eram para uns poucos abastados e consequentemente inacessíveis às classes menos favorecidas. A partir da vontade de se usar ‘o que os ricos usavam’ começa-se a ‘copiar’ no crochê aquilo que aparecia nas receitas elaboradas de ‘rendas de luxo’.
O reconhecimento do crochê como manifestação artística
Depois que a rainha Vitória aprendeu a fazer crochê, parte do estigma de que ‘crochê era coisa para pobre’ acabou e o crochê evoluiu como uma forma de expressão artística.
Com o final da ‘era vitoriana’ em 1890 as rendas de crochê tornam-se ainda mais elaboradas. As cores fortes desapareceram dando lugar aos tons claros e brancos.
O Século 20
Após a Primeira Guerra Mundial, houve um declínio na publicação de receitas e na sua maioria elas eram bem mais simples do que aquelas publicadas no início do século. Após a Segunda Guerra Mundial, a partir do final dos anos 40 até início dos anos 60, houve um ressurgimento do interesse em artesanato principalmente nos Estados Unidos, onde aconteceu uma verdadeira ‘revolução’ nas receitas. Surgiram receitas com projetos de toalhas coloridas, pegadores de panela, mantas e outros acessórios para casa. Começa-se a usar fios mais grossos.
A partir da década de 70 a ‘nova’ geração redescobriu uma série de motivos de crochê tais como os quadradinhos’ que viraram febre junto ao ‘geração’ paz e amor.
Assim como para o tricô, o crochê não teve vez durante os anos 80 a 90. Podemos até falar que esta foi a década ‘pobre’ para as artes manuais e domésticas, porque afinal ‘a mulher emancipada trabalhava fora e não tinha tempo para banalidades ou manualidades.’
A primeira década deste século trouxe um ressurgimento do crochê na moda, como visto muitas vezes nas passarelas. Ao longo de uma década sempre nos deparamos com peças artesanais nos desfiles mais concorridos.
Ora aparecem versões Hippie-chic, ora peças inteiras de patchwork em crochê. Tecidos ornamentados por flores, rendas delicadas com fios luxuosos. Grandes estilistas como Dior e Chanel apresentaram modelos em crochê nas últimas coleções.
Este texto foi retirado da página da Aslan Trends Brasil

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